Granitos

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Rocha cristalina formada por feldspato, mica e quartzo. Muito usado PARA revestir pisos.

Existem diversas cores de granito e, muitas vezes, seu nome deriva de sua cor ou do local onde fica a jazida.

É extraído em blocos e depois fatiado em chapas. – Imagine como se fosse um pão de forma. Depois as chapas passam pelo beneficiamento para que sejam comercializadas às marmorarias ou construtoras (quando para pisos).

Há seis tipos de acabamentos possíveis para granitos: levigado, lustrado, jateado, apicoado, escovado e flameado.

O lustrado passa por um processo de polimento até que a chapa brilhe por si. Para fazer o levigado, deve-se lixá-lo com abrasivos, até deixá-lo liso e sem arranhões. O apicoado é feito com batidas de ponteiros, que deixam o granito com furinhos, portanto, antiderrapante. Já o flameamento é obtido por choque térmico com fogo e água, propiciando o mais rústico dos acabamentos. O jateado tem acabamento levemente mais rugoso do que o levigado e menos do que o flameado e o apicoado – passa por um processo de jateamento com areia.

O escovado tem textura sedosa e irregular. Fica com brilho acetinado por conseqüência do polimento com uma seqüência de escovas abrasivas especiais

Piso Granilite

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Mistura de cimento (geralmente branco), pó de mármore e grana, usada para revestir paredes e pisos. Executado no próprio local da aplicação, exige o uso de juntas de dilatação. O granilite é o resultado de pedaços de mármore e granito, cimento, água e areia. À fórmula pode-se acrescentar pó colorido, dependendo do efeito desejado. Este piso venceu o tempo e passou a ser usado em maior escala em halls de distribuição e demais áreas sociais. Como seu parente mais próximo, o cimento, o granilite é aplicado após a delimitação das juntas de dilatação – em madeira, metal ou plástico colorido.

O granilite pode compor o piso inteiro ou apenas o rodapé. Coordenando as cores, é possível também criar belos mosaicos, com a resistência de pedras nobres e a um custo reduzido.

Pisos Cerâmicos

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A cerâmica de revestimento é uma mistura de argila e outras matérias-primas inorgânicas, queimadas em altas temperaturas, utilizada em larga escala pela arquitetura, sua aplicação com esses fins teve início com as civilizações do Oriente próximo e Asia.

Na arquitetura européia, a cerâmica de revestimento se fez presente desde que os primeiros edifícios de tijolo ou pedra foram erguidos. O seu uso na arquitetura foi dirigido tanto a um apelo decorativo, quanto prático. Em razão de suas características o azulejo torna as residências mais frescas e reduz os custos de conservação e manutenção, já que é refratário à ação do sol e impede a corrosão das paredes pela umidade.

As limitações iniciais da técnica vêm sendo superadas pela descoberta e implantação de novos usos e processos, determinados, basicamente, pela pesquisa e adoção de mudanças tecnológicas, por exemplo, na bitola e no formato das peças, nos métodos de queima, no tamanho e tipo de fornos, nas técnicas de esmaltação entre outros.

As cerâmicas naturais também são conhecidas como Rústicas Cotto ou Terracota. Assim como os tijolos comuns, são materiais compostos por argila que é cozida em fornos. A produção é praticamente artesanal, principalmente quando comparada ao processo produtivo das cerâmicas esmaltadas.

São materiais muito duráveis com grande demanda nos EUA e na Europa. No Brasil, são produzidos principalmente no interior de São Paulo e no Mato Grosso.

Existem diversas marcas. As mais conhecidas são: Lepri, Fênix, Nina Martinelli, Seival (Eli), Del Fávero, entre outras.

São disponibilizadas em tons bege, marrom, rosado e alaranjado (a mais comum). A variação depende do tipo de argila e do processo de queima.

Sua nomenclatura confunde um pouco à maioria, principalmente pela existência das esmaltadas com mesmo nome, mas são materiais muito distintos.

Lembrete: Não pense que uma cerâmica não é esmaltada porque é fosca. Toda cerâmica com algum desenho ou estampa, sendo brilhante ou fosca, é esmaltada.

Ao contrário das esmaltadas, as cerâmicas naturais possuem porosidade elevada, o que não as desqualifica em absolutamente nada. As naturais são muito melhores para áreas externas, por exemplo, pois são muito mais aderentes, sendo assim, mais seguras.

Mancham mais e requerem maiores cuidados, é verdade, mas, quando tratadas adequadamente, são lindas e uma ótima opção de revestimento

PISO EPOXI

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Existem as pinturas e os revestimentos epóxi e, também, o poliuretano. Os revestimentos têm espessura e resistência maior. Estão entre os materiais mais adotados como pisos de grandes indústrias. Destacam pela incrível resistência química e mecânica. Assim como todo e qualquer revestimento, desgastam-se e podem ter suas características aprimoradas ou serem restaurados.

PISO ARDOSIA

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Ardósias são as rochas metamórficas, como os mármores, formadas através da deformação do xisto, devido a alterações de condições ambientais, como a temperatura e a pressão ou ambas simultaneamente.

Podem se apresentar com diversas cores, mas as mais comuns são: cinza, cinza esverdeada, verde, cinza mosqueada, enferrujada, preta. Dependendo do grau de alteração química, elas podem também ser vermelho róseo, amareladas, cor de vinho, etc.

Existem diversos tipos de texturas e qualificações. Foram menosprezadas por algum tempo, mas graças ao fornecimento e ao desenvolvimento de materiais de maior qualidade e diversidade, estão voltando ao cenário da construção. É uma rocha muito pouco permeável e, quando tratada adequadamente, dura por gerações. Recomendo.

No Brasil é produzida principalmente no Estado de Minas Gerais.

PISO FULGET

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O Fulget é o resultado da combinação de cimento, aditivos e granulados de pedras naturais.

É excelente para áreas externas por sua textura áspera e antiderrapante e pode também ser usado em fachadas ou em pisos internos.

Existem dois tipos de fulget: o tradicional, que leva somente ligantes (cimento e cal) e granulados (mármores, granitos, arenitos, quartzos) moídos em tamanhos uniformes; e o natural, que além desses elementos, soma resinas acrílicas que facilitam a aderência a superfícies verticais.

A mistura pode aparecer em três granulométricas diferentes (com pedrinhas maiores ou menores) e uma infinidade de combinações. Além das cores naturais das pedras, os fabricantes conseguem oferecer uma maior variedade de tonalidades apenas adicionando corantes.

A aplicação deve ser feita por firmas especializadas, normalmente indicadas pelos fornecedores.

Com boa durabilidade e visual que agrada a muitos, a única dificuldade desse material está na limpeza, pois sua aspereza retém com maior facilidade a sujeira e a poluição. Por isso, é fundamental que sejam corretamente tratados.